CHRO da Idea Maker fala sobre os limites e o potencial da inteligência artificial na gestão de pessoas
Da Redação com agências Fotos Camila Goya
A inteligência artificial já deixou de ser uma aposta para o futuro e passou a influenciar decisões estratégicas dentro das empresas no presente. Se antes seu uso estava concentrado em áreas como tecnologia e produto, hoje ela avança para setores cada vez mais centrais ao negócio — entre eles, o RH. Da atração e seleção de talentos ao desenvolvimento de carreiras e à análise de engajamento, a IA começa a redesenhar a forma como as organizações gerenciam pessoas. Na Idea Maker, fintech especializada em soluções para e-commerce, pagamentos e gestão de dados, essa transformação já faz parte da agenda corporativa.

“Estamos no caminho dessa jornada. Não temos todas as respostas, mas temos clareza de que ignorar a IA na gestão de pessoas seria perder uma oportunidade relevante de evoluir”, afirma Cleusa Zolin, CHRO da empresa.
Do operacional ao estratégico
Na prática, o uso de IA no RH tem potencial para otimizar desde tarefas operacionais — como triagem de currículos e agendamento de entrevistas — até decisões mais estratégicas, como análise de engajamento, identificação de riscos de turnover e personalização de trilhas de desenvolvimento. Para Cleusa, o grande valor não está na automação em si, mas no que ela libera: tempo e energia para o que realmente importa.
“Quando a IA assume parte do trabalho repetitivo, o RH pode se dedicar mais às relações humanas, à escuta ativa, ao desenvolvimento de lideranças. É um paradoxo interessante: usamos tecnologia para sermos mais humanos”, explica a executiva.
Para Cleusa, ao automatizar atividades operacionais, a IA permite que o RH direcione mais tempo para aquilo que gera maior valor para o negócio: desenvolver lideranças, fortalecer a cultura organizacional, apoiar gestores em decisões complexas e construir relações de confiança com os colaboradores. Nesse contexto, competências como empatia, escuta ativa, mediação de conflitos e julgamento ético tornam-se ainda mais relevantes, pois são elementos que a tecnologia pode apoiar, mas não substituir.
Implementar IA no RH, no entanto, exige responsabilidade e uma governança bem definida. Um dos principais desafios é garantir que os algoritmos não reproduzam vieses presentes nos processos seletivos ou avaliativos. Também entram em pauta questões relacionadas à privacidade e à proteção de dados dos colaboradores, à segurança da informação e à transparência sobre como essas ferramentas são utilizadas nas tomadas de decisão. Outro ponto de atenção é o impacto cultural. Profissionais podem ter resistência à ideia de que algoritmos influenciam decisões sobre suas carreiras. Por isso, estabelecer critérios claros, manter supervisão humana e comunicar de forma transparente o papel da tecnologia são fatores essenciais para construir confiança.
À medida que a inteligência artificial ganha espaço na rotina das empresas, também muda o perfil esperado dos profissionais de Recursos Humanos. Além do conhecimento técnico, passam a ser cada vez mais importantes competências relacionadas ao uso estratégico de dados, ao entendimento das ferramentas de IA e à capacidade de estabelecer diretrizes para seu uso responsável. Mais do que operar tecnologia, o RH será responsável por garantir que ela esteja alinhada à cultura, aos valores e aos objetivos da organização.
O futuro da gestão de pessoas
Para a CHRO, a IA não substitui o RH — ela o reinventa. Em setores de alta especialização, como o de fintechs, onde a retenção de talentos é um diferencial competitivo, a tecnologia pode ajudar a identificar sinais de desengajamento antes que virem pedidos de demissão, mapear lacunas de competências com mais precisão e criar experiências mais personalizadas para os colaboradores.
“O RH do futuro será cada vez mais estratégico, utilizando dados e inteligência artificial para apoiar decisões mais ágeis e assertivas, mas sem abrir mão daquilo que nos torna humanos. O diferencial continuará sendo a capacidade de compreender pessoas, construir relações de confiança, exercer julgamento ético e transformar tecnologia em valor para o negócio. A IA é uma ferramenta poderosa, mas a liderança, a empatia e a cultura organizacional continuarão sendo insubstituíveis”, conclui a executiva.
Sobre a Idea Maker:
Há mais de 15 anos no mercado, a Idea Maker é uma fintech especializada em idealizar soluções digitais focadas em e-commerce de produtos com venda incentivada, soluções de pagamento e gestão e transação de dados. Fundada em 2011, desenvolveu mais de 20 aplicativos e possui mais de 20 milhões de usuários cadastrados em todo Brasil. Conquistou em 2023 a autorização do Banco Central para atuar como Instituição de Pagamento na modalidade de emissor de moeda eletrônica. Em 2024, obteve quatro certificações internacionais ISO/IEC 27.001, ISO/IEC 27.701, ISO 37.001 e 37.301, e na auditoria de 2025 essas certificações foram mantidas. Dentre os produtos mais conhecidos pelo mercado que utilizam as soluções digitais desenvolvidas pela Idea Maker estão o Apcap da Sorte, criado em parceria com a Safe Ink, o HiperXCAP, e o H App do Bem – aplicativo criado em parceria com o Hospital de Amor de Barretos (SP) e que já arrecadou mais de R$ 23 milhões em doações. Acesse o site da empresa e saiba mais!










