Colaboradora da Aura Serra Grande comunicou a gestação durante o processo seletivo e foi avaliada pelo que sempre deveria contar: competência, experiência e aderência à vaga. Hoje, como Business Partner de RH, trabalha para atrair mais mulheres para a mineração.
Da Redação com agências Fotos divulgação
Quando descobriu a gravidez, Julia Fonseca tinha acabado de começar em um novo emprego. Pouco tempo depois, recebeu uma proposta para atuar na operação Serra Grande da Aura, em Crixás, no Norte de Goiás. A combinação entre gestação e mudança de empresa parecia arriscada.
Antes de tomar qualquer decisão, ela optou por comunicar sua condição aos recrutadores. “Eu informei que estava no início da gestação e imaginei que aquilo poderia ser um impedimento para a contratação”, relembra.

A preocupação reflete um desafio ainda presente no mercado de trabalho. Segundo pesquisa da FESA Group, 59,1% das profissionais que são mães acreditam que a maternidade impacta negativamente suas trajetórias profissionais.
Na Aura Serra Grande, a informação não alterou o processo seletivo. A candidatura seguiu sendo avaliada com base na experiência e na aderência da profissional à vaga. Quando ingressou na empresa, em fevereiro de 2026, Julia já estava com quase três meses de gestação. “Foi uma surpresa perceber que a gravidez não era um empecilho para ingressar na empresa. Não pensei duas vezes em aceitar o desafio”, afirma.
A contratação ocorreu em um momento de transformação para a mineradora. Adquirida pela Aura no fim de 2025, a unidade passa por um processo de integração à cultura Aura 360, cujo primeiro valor é “pessoas em primeiro lugar”.
Para Julia, o acolhimento recebido desde a chegada à companhia ajudou a confirmar que havia tomado a decisão correta. “Desde o início fui muito bem acolhida e amparada. Em nenhum momento me senti julgada ou tratada de forma diferente por estar grávida”, conta.
Hoje Business Partner de Recursos Humanos da unidade, ela acompanha de perto o desafio de atrair mais mulheres para um setor que ainda convive com a imagem de um ambiente predominantemente masculino. “O que muitas pessoas conhecem é a mineração de anos atrás. A mineração tem passado por uma transformação importante nos últimos anos, ampliando oportunidades para mulheres em diferentes áreas e níveis de atuação”, avalia.
Durante a gestação, a colaboradora também contou com adaptações simples voltadas ao conforto e bem-estar, como uniformes adequados às diferentes fases da gravidez. Para ela, experiências como essa demonstram que a inclusão se constrói nas práticas cotidianas.
A história também acompanha um movimento mais amplo de transformação da própria indústria mineral. Signatária do movimento Women in Mining (WIM), a Aura assumiu o compromisso de ampliar a participação feminina em seus processos seletivos e operações. Atualmente, as mulheres representam cerca de 19% da força de trabalho global da companhia. Na unidade Serra Grande, a participação feminina alcança 16,8% da força de trabalho, com a meta de seguir ampliando essa presença.
Para a Aura, ampliar a participação feminina na mineração está relacionado à construção de equipes mais diversas e à ampliação das oportunidades de acesso à carreira. A empresa entende que características pessoais, como a maternidade, não devem representar barreiras para o ingresso ou desenvolvimento profissional. “Queremos que as pessoas sejam reconhecidas por seu potencial, suas competências e entregas. Construir um ambiente inclusivo significa garantir que fatores como gênero ou maternidade não limitem oportunidades de crescimento. Esse é um compromisso que buscamos traduzir nas nossas práticas diárias”, ressalta Cibele Ribeiro, gerente de RH, Comunicação e Comunidades da unidade.
Atualmente responsável por atrair e desenvolver talentos na Aura, Julia acredita que histórias concretas ajudam a aproximar mais mulheres da mineração. “Quando as pessoas conhecem histórias reais, percebem que existe espaço para construir uma carreira na mineração. O mais importante é saber que você será avaliada pela profissional que é e pelo que pode contribuir”, afirma.
Sobre a Aura
A Aura é uma empresa focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas. A Companhia possui seis minas em operação, incluindo a mina de ouro Minosa, em Honduras; as minas de ouro Apoena, Almas, Borborema e Mineração Serra Grande, no Brasil; e a mina de cobre-ouro-prata Aranzazu, no México. Além disso, a Companhia possui Era Dorada, um projeto de ouro na Guatemala, e dois projetos no Brasil: Matupá, em desenvolvimento, e o projeto de cobre Carajás, na fase de exploração.










