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Conectividade é um dos principais pilares de crescimento da economia digital

*Jefferson Mendes é gerente de pré-vendas da TP-Link

Por muito tempo, a conectividade foi compreendida como um insumo operacional necessário para garantir acesso à internet e suportar sistemas básicos. Esse entendimento já não é suficiente para explicar o papel que a infraestrutura de rede ocupa na economia global. Hoje, conectividade é um ativo estratégico, diretamente associado à produtividade, à inovação e à capacidade de crescimento de empresas e países.

Dados do Banco Central (BC) analisados pelo Ministério das Comunicações (MCOM) reforçam essa mudança de patamar. Em 2025, o setor de telecomunicações no Brasil atraiu R$39,1 bilhões em investimentos externos. O resultado representa alta de 20,4% em relação a 2024, quando foram registrados R$32,4 bilhões. Trata-se de um crescimento estrutural, impulsionado não apenas pela ampliação do acesso, mas pelo papel central que a conectividade passou a exercer na economia digital.

Esse avanço está diretamente ligado à expansão das redes corporativas, à evolução do Wi-Fi de nova geração e à adoção de soluções inteligentes capazes de sustentar ambientes cada vez mais complexos. Como reflexo dessa evolução, hoje, a conectividade deixou de ser apenas um meio de comunicação para se tornar a base sobre a qual operam aplicações críticas, plataformas digitais, serviços públicos, cadeias produtivas e modelos de negócio orientados por dados.

Somado a esse cenário, a Inteligência Artificial será um dos principais vetores de crescimento do setor de telecomunicações até 2027, aponta a pesquisa da Gitnux. No entanto, esse avanço só é viável quando sustentado por uma infraestrutura de conectividade robusta, com baixa latência, alta disponibilidade e capacidade de escalar de forma previsível. Quando se fala em “conectividade como motor”, o debate envolve rede, hardware, software, automação, analytics e segurança de forma integrada.

No contexto brasileiro, esse movimento ganha contornos ainda mais relevantes. A digitalização acelerada de setores como indústria, varejo, educação, saúde e serviços públicos expõe limitações de arquiteturas de rede legadas. São ambientes caracterizados por múltiplos dispositivos, IoT, mobilidade intensa e operações distribuídas, que exigem redes mais inteligentes, gerenciáveis e resilientes. Então, o desafio não está apenas em ampliar banda, mas em transformar a infraestrutura de conectividade em vantagem competitiva.

Entre os principais entraves enfrentados pelas organizações estão a complexidade operacional, a fragmentação de soluções, os riscos crescentes de segurança e a dificuldade de mensurar o retorno dos investimentos em rede. Para endereçar esses desafios, a indústria de tecnologia para conectividade aposta em plataformas integradas, com gestão centralizada, automação e inteligência embarcada, reduzindo custos operacionais e aumentando previsibilidade.

Nos próximos 18 a 24 meses, tendências como Wi-Fi 7, redes definidas por software, gestão baseada em dados, aplicação de IA para otimização de tráfego e segurança nativa devem ganhar tração. Nesse cenário, o papel das fornecedoras de conectividade será decisivo para viabilizar a transição das redes de um centro de custo para uma plataforma de crescimento.

Essa mudança também exige uma nova forma de avaliar investimentos. Indicadores como disponibilidade, latência, experiência do usuário, tempo de resposta a incidentes e impacto direto na criação de novos serviços tornam-se métricas centrais para medir o valor estratégico da conectividade.

Na prática, a modernização da infraestrutura de rede transforma significativamente o negócio das organizações. Ela viabiliza maior agilidade operacional, acelera a oferta de serviços digitais, amplia possibilidades de monetização e fortalece a competitividade. Para empresas que buscam crescer em um ambiente cada vez mais orientado por dados e automação, a lição é tratar a conectividade como ativo estratégico para sustentar o crescimento no longo prazo.

*Jefferson Mendes é gerente de pré-vendas da TP-Link, líder global em conectividade que oferece soluções B2B em redes e vigilância com gestão em nuvem.