Flexibilidade tem atraído mulheres que buscam conciliar renda e maternidade
Da Redação com agências – fotos divulgação
O avanço do empreendedorismo feminino no Brasil tem ganhado novos contornos, especialmente entre mulheres que buscam conciliar carreira e maternidade. De acordo com levantamento do Sebrae, mais de 10,4 milhões de brasileiras são donas de negócios, um crescimento de cerca de 42% entre 2012 e 2024. Esse movimento tem impulsionado modelos mais enxutos e flexíveis, como os minimercados autônomos, que permitem geração de renda com menor exigência de presença física. Em Florianópolis, a trajetória de Tatiani Teixeira da Silva, 40, ilustra essa mudança.

em negócios autônomos, em Florianópolis (SC) |Divulgação
Após quase 20 anos de carreira no regime CLT, Tatiani decidiu empreender em busca de mais autonomia e qualidade de vida. “Eu estava estressada, queria muito ter algo meu, mas com segurança. Comecei a pesquisar modelos que me dessem suporte, porque não sabia por onde começar”, conta. Foi nesse processo que encontrou no modelo de minimercados autônomos uma alternativa viável. “O que mais me chamou atenção foi a flexibilidade e o fato de não precisar ter funcionários. Eu queria aprender algo novo, mas também ter mais controle sobre a minha rotina”, afirma.
A escolha também passou por uma decisão estratégica e , por optar pelo modelo de licenciamento, que dá mais liberdade ao empreendedor, ao comparar com franquias tradicionais. “Gostei de poder adaptar o negócio ao meu jeito, ter mais liberdade nas decisões sem perder suporte na jornada e tecnologia de ponta. Analisei tudo de 8 empresas, investimento, taxas, e vi que fazia sentido seguir com a InHouse Market”, diz.
Parceria de negócio com a mãe
O negócio começou de forma paralela ao trabalho formal, com Tatiani cuidando da parte administrativa. Para a operação do dia a dia, convidou a mãe, Marinês de Vargas, 65, que havia se mudado recentemente e buscava se manter ativa. “Ela sempre trabalhou muito, então fez sentido trazer ela para o negócio. Hoje, a gente divide tudo. Se eu preciso sair, sei que está tudo sob controle”, explica.Em menos de um ano, a parceria já deu resultados. As duas operam duas unidades e estão abrindo a terceira, com faturamento médio mensal de cerca de R$ 25 mil por loja.Para Tatiani, a principal transformação foi na qualidade de vida. “Eu não voltaria atrás. Se pudesse, teria começado antes. Hoje eu consigo organizar minha rotina, aproveitar mais o meu tempo, algo que no CLT era impossível. É outro nível de vida”, diz.
Flexibilidade é principal motivo para empreender
Esse tipo de trajetória reflete uma tendência mais ampla. Na InHouse Market, rede líder em minimercados autônomos 24h no Brasil, mais de 40% dos licenciados são mulheres, muitas delas são mães em busca de maior flexibilidade na rotina. A maioria está concentrada no Sudeste, na faixa etária entre 35 e 44 anos. Outro dado que chama atenção é o crescimento do empreendedorismo com o cônjuge, cerca de 18% dos licenciados são casais que optaram por construir o negócio juntos.Para Leonardo de Ana, coCEO e cofundador da empresa, o crescimento desse perfil está diretamente ligado às mudanças no comportamento de trabalho. “A gente vê cada vez mais mulheres buscando modelos que permitam conciliar vida pessoal, famíia e profissional sem abrir mão de renda. O formato autônomo é uma resposta a essa demanda, oferecendo flexibilidade com estrutura e suporte”, afirma.
Segundo ele, o avanço da longevidade das carreiras e a busca por mais autonomia devem acelerar esse movimento. “Ter controle da própria agenda é uma prioridade. Isso tem um peso enorme, especialmente para quem precisa equilibrar múltiplos papéis no dia a dia”, completa.Para Tatiani, a decisão de empreender vai além do financeiro. “Se a gente não tentar, a vida passa. Eu acho que é sobre isso: testar, fazer acontecer”.
Apesar dos resultados, ela alerta que o retorno exige tempo e dedicação. “Não é imediato. É preciso ter paciência e entender que o resultado vem com o tempo. Mas, comparado a outros modelos, ainda é um caminho mais acessível e estruturado”, conclui.










